Por Emmanuel Ramos de Castro | Artigo | Da Redação
A relação entre cultura, bem-estar e posicionamento institucional das operadoras de saúde ganhou novos contornos recentemente, quando a SulAmérica/Rede D’Or convidaram a imprensa para assistir ao musical que narra a trajetória de Tina Turner. Mas, para além do brilho cênico, houve um fator que me chamou especial atenção, ao observar a dimensão humana e econômica por trás de uma grande produção cultural.
É impossível não ficar perplexo diante da quantidade de profissionais envolvidos. No palco, um elenco numeroso, afinado e impecável. Atores que cantam, dançam e interpretam com vigor. Um maestro orquestrando cada transição. Músicos de altíssima qualidade entregando a base sonora que sustenta o roteiro. E, nos bastidores, ainda mais gente, técnicos de luz, som, cenografia, figurinistas, preparadores vocais, produtores, assistentes, carregadores, costureiras e uma cadeia enorme de profissionais que raramente aparecem, mas sem os quais o espetáculo simplesmente não existe.
Esse impacto ficou evidente ao ver que um musical desse porte não é apenas arte, mas é emprego, é renda, é economia real se movimentando. Esses pensamentos passavam pela minha cabeça, enquanto me emocionava com a história de uma mulher forte, poderosa, que sabia o que queria e cuja biografia (Eu, Tina) eu já havia lido nos anos 1980.
E foi justamente por isso que a fala final da protagonista ganhou tanto peso. Ao agradecer aos patrocinadores, entre eles a SulAmérica/Rede D’Or, ela destacou a importância da Lei Rouanet para viabilizar um projeto tão grande. Neste momento, o público aumentou o ritmo do aplauso, sinalizando uma aprovação ao que dizia a atriz. O agradecimento não foi protocolar, foi um reconhecimento público de que cultura só acontece em escala quando existe um mecanismo sério, auditado e eficiente de incentivo.
E aqui vale a explicação técnica para o leitor do Blog do Corretor: a Lei Rouanet não “dá dinheiro para artistas”. Ela permite que parte do Imposto de Renda, que já seria pago ao governo, seja direcionado para projetos culturais qualificados. Há análise, aprovação, teto, fiscalização, prestação de contas e contrapartidas. É um instrumento de fomento, não de privilégio.
Quando empresas do setor de saúde suplementar, como a SulAmérica/Rede D’Or, destinam parte desse imposto para montagens culturais, elas não apenas fortalecem o setor artístico. Elas ativam toda uma cadeia produtiva que gera empregos diretos e indiretos, incentiva o desenvolvimento econômico, amplia o acesso à cultura e reforça seu próprio posicionamento institucional.
No cenário pós-pandemia, em que saúde mental, bem-estar emocional e responsabilidade social ganharam profundidade estratégica, esse movimento diz muito. A SulAmérica/Rede D’Or, ao apoiarem projetos culturais via Rouanet, conectam sua marca a um território ESG mais amplo, o de empresas que entendem que saúde não é só consulta e internação. É também qualidade de vida, acesso à arte, estímulo emocional e desenvolvimento social.
A noite dedicada a Tina Turner, portanto, foi mais do que entretenimento. Foi um lembrete de que políticas públicas bem estruturadas e empresas comprometidas podem impulsionar setores inteiros da economia, ao mesmo tempo em que oferecem experiências transformadoras ao público.
Serviço
Até 12 de julho de 2026
Teatro Santander – Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo (Complexo JK Iguatemi)
Horários: quartas, quintas e sextas, às 20h; sábados, às 16h e 20h; domingos, às 15h e 19h
Ingressos a partir de R$ 25 (meia-entrada).


