Por Emmanuel Ramos de Castro | Da Redação
SÃO PAULO – Não foi a águia da Apolo 11 que tocou o solo lunar, mas sim o nosso Passarinho que pousou na minha janela trazendo uma informação que, por ora, prefiro classificar como mera especulação, já que não confirmamos nenhum dos fatos que apontam para uma possibilidade quase incontestável, dado o peso das pistas que a cercam.
O enredo envolve duas administradoras paulistanas: uma grande, e outra de porte médio, embora cada vez mais crescida, inquieta e ambiciosa.
Segundo o Passarinho, a grande estaria prestes a engolir a média. Uma hipótese que, em outros tempos, seria vista como improvável.
O estalo que fez o nosso bípede emplumado levantar voo e vir bater as asas aqui foi o seguinte: no apagar das luzes de 31 de dezembro de 2025, houve um aumento expressivo do capital social da administradora de porte médio na Junta Comercial. Aquele tipo de movimento que não se faz para comprar café e papel sulfite; faz-se para fusão, para venda de cotas ou para preparar o terreno de alguma jogada silenciosa.
E, enquanto esse “fato relevante” era registrado aqui em São Paulo, lá em Maringá (PR), uma empresa bastante conhecida — a famosa Santa, que mantém contrato com a administradora média — teria torcido o nariz. O Passarinho lembra, aliás, que não é a primeira fusão que a Santa precisa engolir; mas, desta vez, parece que o santo não está tão disposto a alterar.
Caso a união entre a grande e a média realmente aconteça, não haverá santidade que dê conta da insatisfação da parceira maringaense, que já insinuaria a ruptura e a opção pela sua própria administradora.
O roteiro fica ainda mais verossímil quando observamos a recente dança das cadeiras dentro da administradora de porte médio. Cadeiras rodando, executivos dispensados e até uma movimentação que soou como transferência antecipada — daquelas que só acontecem quando alguém já sabe o que o resto do elenco ainda finge não saber.
Após a cantoria, o elegante bípede emplumado, ajeitou suas asas coloridas, deu um giro no ar e subiu em direção ao céu. Mas não sem antes virar a cabeça, abrir o bico e deixar escapar um canto que, na língua dos pássaros, significa algo como:
“Deixe para citar os nomes quando tudo for confirmado.”



Uma resposta
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