Ultrapassar 300 mil clientes em um segmento onde a oferta ainda é escassa e a sinistralidade assusta concorrentes não é apenas um número de tabela. É a confirmação de que o modelo assistencial voltado ao público 49+, ancorado em rede própria e coordenação de cuidado, deixou de ser apostas de nicho para se tornar uma das frentes de crescimento mais consistentes da saúde suplementar brasileira
Por Blog do Corretor | Análise | Da Redação
SÃO PAULO – Com 16 anos de atuação, a MedSênior acaba de cravar essa marca com um crescimento de 132% na base de clientes desde 2023. Para sustentar a aceleração, vai investir R$ 109 milhões ao longo de 2026, o maior aporte individual de sua história, destinado à ampliação hospitalar em Brasília, à expansão em Minas Gerais e à entrada no Nordeste via Pernambuco. Hoje são 45 unidades próprias em sete estados e Distrito Federal, com quadro de pessoal saltado de 1.681 para mais de 4 mil funcionários no mesmo período. Os investimentos acumulados desde 2023 batem em R$ 325 milhões. A meta de longo prazo é 1 milhão de vidas até o final da década.
O que chama atenção nesse crescimento não é apenas o volume, mas a forma como ele foi construído. Não houve aquisição de carteira nem artilharia tarifária agressiva. Trata-se de expansão orgânica, com abertura de unidades proprietárias, estruturação de rede própria e controle assistencial direto. Em um mercado onde a maioria das operadoras terceiriza risco e transfere custo para a rede credenciada, a MedSênior optou pelo caminho mais difícil e mais sustentável que foi o de manter a sinistralidade sob controle enquanto a base duplica, apostando em coordenação de cuidado e acompanhamento de longo prazo. Isso exige uma eficiência administrativa rara em operadoras desse porte e explica por que o crescimento veio sem os solavancos típicos de expansões aceleradas no setor.
Do ponto de vista comercial, essa trajetória tem mérito na condução. O vice-presidente comercial Rafael Maganete vem estruturando um time unido e focado, equilibrando a agressividade necessária para captar vidas em um mercado competitivo com a disciplina operacional que o perfil sênior exige. Não é detalhe menor; em operadoras em fase de crescimento acelerado, a pressão por volume costuma sacrificar alinhamento interno e qualidade de venda. A recente chegada de Raphael Loures à direção comercial, sob a gestão de Maganete, é mais um sinal de que a área está sendo desenhada para escalar sem perder coerência. Crescimento com estrutura, não apenas crescimento com meta.
Como observa o presidente Maely Coelho, “o envelhecimento da população está redesenhando a demanda por serviços de saúde no Brasil. O mercado passa a exigir modelos assistenciais capazes de combinar prevenção, coordenação do cuidado e acompanhamento de longo prazo, ao mesmo tempo que mantêm elevados padrões de eficiência operacional e sustentabilidade financeira“. A leitura vale para todo o setor. Operadoras que não enxergarem esse movimento terão dificuldade de competir em um segmento que, a cada ano, ganha mais peso no bolo da saúde suplementar.
Para os corretores, a mensagem é estratégica. A MedSênior não está apenas crescendo, está se consolidando como uma operadora de escala, com rede própria, modelo assistencial diferenciado e uma equipe comercial que sabe aonde quer chegar. Em um mercado onde a oferta de produtos para o público sênior ainda é limitada, ter uma operadora desse calibre no portfólio deixa de ser diversificação e passa a ser posicionamento. Quem entender isso primeiro, leva vantagem.


