Por Emmanuel Ramos de Castro | Da Redação
SÃO PAULO – Há mais de duas décadas no mercado de planos de saúde, a Serra consolidou-se como uma das corretoras tradicionais que agora acelera sua transformação para acompanhar a cadência das nativas digitais que reconfiguram o setor. Como ocorre com boa parte de suas concorrentes, trata-se de uma empresa familiar, e na linha de frente estão os irmãos Ricardo e Mônica Serra.
A sociedade entre os dois carrega um conjunto de valores que costuma despertar admiração no mercado, especialmente pela forma como operam; trabalham na mesma sala, compartilham decisões e reagem juntos aos movimentos do negócio – das conquistas às inevitáveis frustrações. Essa união moldou a cultura da corretora ao longo dos anos.
Nos últimos meses, porém, observadores do segmento têm identificado um redesenho estratégico na Serra, com sinais claros de reposicionamento competitivo. Já pontuei isso no Direto da Redação. O movimento envolve tanto ajustes de governança comercial quanto uma abertura maior para práticas mais orientadas a dados, eficiência operacional e fortalecimento de canais.
Nesse contexto, a corretora anunciou nesta semana a contratação de Alexandre Ferreira, um profissional cuja trajetória no mercado supera, em tempo e profundidade, a própria história da Serra como corretora. O executivo assume a posição de gerente comercial e chega como uma aposta dos irmãos para turbinar uma área composta por nomes tradicionais, como Wawá, José Luiz, Meire Brito e Rosana.
A chegada de Ferreira sinaliza uma estratégia de seniorização do time comercial, reforçando a competitividade da Serra em um momento em que a disputa por contas corporativas e PME exige amplitude técnica, leitura fina de apetite de risco e capacidade de navegação em ambientes regulatórios cada vez mais complexos.
Na esteira desse crescimento pretendido, a Serra abriu ainda quatro vagas para supervisores cujos candidatos estão sendo recebidos para análises de currículo.


