Por Blog do Corretor | Da Redação
SÃO PAULO – Nem todo o canal de vendas sabe, mas existe um sindicato que, em tese, os representa. O SindiPlanos, Sindicato das Empresas de Comercialização e Distribuição de Planos de Saúde e Odontológicos do Estado de São Paulo, levou seis anos entre a requisição da carta sindical, em 2005, e a publicação do registro pelo Ministério do Trabalho, em 2011. A entidade já nascia com presidente, e nada mais justo, pois Sílvio Toni havia assumido a batalha burocrática desde o primeiro dia e foi legitimado pela chapa que conduziu todo o processo até a oficialização.
A carta sindical, porém, não garante poder de negociação. Com baixa adesão das corretoras que deveriam compor sua base, o SindiPlanos seguiu fraco, descapitalizado e, portanto, sem condições de enfrentar as poderosas empresas do setor nas mesas em que deveria ser ouvido. Sílvio foi reeleito em 2018 e novamente em 2022, mas o quadro pouco mudou; o sindicato é legítimo, mas não ocupa o espaço que pode e deve ocupar.
Neste mês de agosto, em ano de novo pleito, o presidente jogou a toalha. Sílvio Toni anunciou que outro nome deveria ser apresentado para ele passar a faixa, e as redes sociais foram invadidas com banners informando data, local e horário da eleição que poderia trazer renovação. Nenhuma chapa de oposição se apresentou. O rito legal foi cumprido, mas a eleição transcorreu de forma rápida e com poucos associados presentes, sintoma que talvez reflita a saúde da entidade.
A chapa única eleita ficou assim composta:
Rosa Maria Antunes na presidência;
José Sílvio Toni Jr. na vice-presidência;
Warner Giachini Junior na tesouraria e
Valmir Carlos Gomes Costa na secretaria-geral.
A nova presidente promete dar seguimento ao trabalho do antecessor, mas com mais peso no pé do acelerador. “Tomara que ela faça alguma coisa”, disse Enio Silva ao Blog, durante a inauguração da nova sede da Hígia Saúde. Como ele, muitos devem estar pensando o mesmo.






Respostas de 3
O SindiPlanos é uma porcaria como entidade representativa, e essa notícia só escancara o fracasso. Mensalidade cara, nenhuma representatividade e nenhum benefício que justifique uma corretora colocar dinheiro nisso.
Antigos e atuais dirigentes deveriam parar de lamentar a baixa adesão e explicar o que realmente fizeram pela categoria durante todos esses anos.
Chapa única, eleição esvaziada e desinteresse das corretoras não surgiram do nada. São consequência de uma entidade que parece servir muito mais para cobrar mensalidade e manter a própria estrutura do que para defender quem deveria representar.
Trocaram o comando. Agora falta descobrir se vão trocar a inutilidade também ou fechar de vez…
Entendo e respeito o direito de qualquer corretora, pessoa jurídica — afinal, o SindiPlanos representa as corretoras, e não o corretor autônomo — de questionar a atuação da entidade, inclusive de forma crítica.
Uma entidade representativa precisa estar aberta à cobrança e, principalmente, precisa demonstrar, na prática, o seu valor para a categoria.
Assumo a presidência consciente dos desafios que temos pela frente e não pretendo ignorá-los. Ao contrário: quero transformar críticas em trabalho, presença, representatividade e resultados concretos.
A nova gestão terá a responsabilidade de ouvir as corretoras, ampliar a participação da categoria e, sobretudo, fortalecer a defesa dos interesses das empresas que efetivamente representamos.
É importante também compreender o papel de um sindicato. Sindicato não é clube de benefícios. Seu papel principal é representar a categoria, intermediar conflitos e atuar na busca do equilíbrio nas relações entre corretoras e operadoras.
Se cumprirmos bem esse papel, estaremos entregando aquilo que verdadeiramente cabe a uma entidade sindical.
E, naturalmente, se houver oportunidades de oferecer serviços, parcerias ou condições diferenciadas que possam trazer benefícios reais às corretoras, isso também será buscado e levado à categoria.
Nossa mensalidade é de R$ 100,00. Pode parecer muito para alguns e pouco para outros. O que realmente importa é que cada corretora possa avaliar se o trabalho e a representação oferecidos justificam esse investimento.
Não vou responder a essa crítica com promessas.
O tempo e, principalmente, o trabalho realizado serão a melhor resposta.
O SindiPlanos será tão forte, representativo e relevante quanto a categoria quiser que ele seja. E nós vamos trabalhar para que essa categoria participe, acompanhe e cobre cada vez mais.