Na Alice, o protagonismo da enfermagem começa na coordenação do cuidado 

Modelo da operadora combina autonomia clínica, coordenação de cuidado e inteligência artificial para ampliar o protagonismo da enfermagem e entregar mais saúde aos membros  

Por Alice Saúde 

SÃO PAULO — A enfermagem é a maior força de trabalho da saúde no Brasil, com quase 3 milhões de profissionais em atuação, segundo o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), e vem ganhando um papel cada vez mais estratégico à medida que a tecnologia digital redesenha a forma como o cuidado é prestado. Ainda assim, em muitos serviços de saúde, a categoria segue ocupando um lugar de apoio, à sombra da decisão clínica. Na Alice, plano de saúde para empresas que tem por missão tornar o mundo mais saudável, a lógica é outra: a enfermagem coordena o cuidado. A operadora estrutura um modelo em que profissionais da área conduzem o acompanhamento contínuo dos membros e os direcionam dentro do sistema, com autonomia clínica e apoiados por tecnologia própria. E os resultados sugerem que essa aposta muda o cuidado na ponta.  

Esse desenho já começa no primeiro contato. No pronto atendimento digital, a enfermagem ganha tempo enquanto os membros são brevemente triados por IA. Então, o profissional atua na linha de frente da resolução dos casos, decidindo, junto a protocolos clínicos definidos pela própria operadora com base em evidências científicas, o que pode ser conduzido de imediato e o que precisa seguir para um médico ou para o cuidado presencial. O resultado é um uso mais racional do sistema, que evita levar casos de baixa complexidade ao pronto-socorro e reduz esperas e deslocamentos desnecessários, sem que isso signifique restringir o acesso do membro, que pode falar com uma pessoa do time da Alice ou acessar diretamente a rede credenciada a qualquer momento. 

No acompanhamento de quem convive com condições crônicas, como hipertensão, a enfermagem conduz um monitoramento populacional contínuo. Em vez de revisar prontuários manualmente, cada enfermeira passa a contar com um sistema que sinaliza automaticamente quem precisa de atenção prioritária, a partir de critérios clínicos como valores de pressão alterados ou ausência de consultas recentes. Cada membro fica vinculado a um enfermeiro de referência, o que dá continuidade ao cuidado e fortalece o vínculo, e permite acompanhar mais pessoas sem perder a proximidade. 

“Na Alice, a enfermagem não é apenas parte da jornada de cuidado, mas ajuda a conduzi-lo. O time tem autonomia clínica para avaliar, tomar decisões e coordenar o cuidado dentro de suas competências, com respaldo científico e integrado a um time multiprofissional. Isso coloca a enfermagem no lugar de protagonismo que a profissão pode e deve ocupar”, afirma Natalha Costa, gestora do Time de Enfermagem do Alice Agora, pronto atendimento digital da operadora. “A tecnologia potencializa esse papel. Ao assumir atividades repetitivas, organizar informações e ajudar a identificar quem precisa de atenção, ela libera o profissional para aquilo que é essencialmente humano: escutar, orientar, exercer o raciocínio clínico e estar presente para o membro”, complementa.  

A tecnologia que sustenta esse protagonismo está integrada ao prontuário eletrônico próprio da Alice. Ferramentas de inteligência artificial resumem o histórico clínico em pontos-chave, permitem buscar informações por linguagem natural em segundos e transformam a conversa do atendimento em um rascunho de registro, sempre revisado e validado pela profissional. Entre os enfermeiros que usam o copiloto de registro, 80% relataram menos estresse associado às demandas administrativas, e o tempo dedicado à documentação caiu cerca da metade. 

“A enfermagem sempre foi a espinha dorsal do cuidado; o que faltava era um sistema desenhado para colocá-la no centro. Foi isso que a Alice construiu. Quando a enfermeira ou enfermeiro tem autonomia para decidir, protocolos sólidos para se apoiar e as melhores ferramentas à disposição, o cuidado fica mais resolutivo e mais humano ao mesmo tempo”, diz Daniel Knupp, líder médico na Alice. “Valorizar a enfermagem é uma escolha de modelo e é ela que faz a diferença aparecer na saúde de quem cuidamos”, conclui o especialista. 

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Uma resposta

  1. Muito interessante ver a enfermagem ganhando cada vez mais espaço na coordenação do cuidado. O acompanhamento de perto faz muita diferença para o paciente e pode contribuir bastante para um atendimento mais organizado e humanizado.

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