Em um estado onde só uma operadora tem raiz local há quatro décadas, dois corretores apostam no capital operacional sergipano
Por Blog do Corretor | Da Redação
SÃO PAULO – Sergipe tem 2,3 milhões de habitantes e concentra mais de 75% dos beneficiários de planos de saúde na Grande Aracaju, segundo o SIB da ANS. O setor de serviços responde por cerca de 73% do PIB estadual. Mesmo assim, o mercado sergipano de saúde suplementar vive um paradoxo. Com exceção de uma operadora genuinamente local, criada há quatro décadas, trabalha quase integralmente com operadoras de fora. Foi nesse vácuo que dois corretores experientes decidiram virar o jogo.
A Amplitude Saúde foi idealizada por Anderson Borges e João Figueiredo. Figura de bastidores, João Figueiredo, especializado em tecnologia, já administra pequenas operadoras que rodam bem. Anderson Borges, na outra ponta, é engenheiro civil de formação, com dois MBAs em gestão pela FGV, formado pela Escola Nacional de Seguros, conta com 20 anos de estrada, construiu forte capital de relacionamento no mercado sergipano, e traz a marca de primeiro representante da Hapvida no estado. A soma é boa. Borges traz o músculo comercial, Figueiredo traz a engenharia operacional.
Há aqui um dado que merece registro, não como relações públicas, mas como leitura de mercado. O sentimento cívico que permeia o projeto, uma operadora fundada e dirigida por sergipanos, responde a uma lacuna real. Quando um estado concentra mais de três quartos dos beneficiários numa única região metropolitana e ainda assim não consegue reter capital operacional local, algo está fora de eixo. A Amplitude aposta nesse descompasso. Pode dar certo, pode não dar. Mas o diagnóstico está correto.
Anderson Borges resumiu a tese: “Nascemos em Sergipe com o propósito de cuidar de quem faz parte da nossa terra. Somos um plano de saúde sergipano com sede própria, presença local e o compromisso de estar cada vez mais perto dos nossos beneficiários.” A frase tem o tom certo para o público que pretende alcançar. Falaremos sobre execução quando o calendário de lançamento permitir.
A data de estreia ainda não foi definida, mas a pedra fundamental foi lançada. Para corretores que atuam em Sergipe, vale acompanhar de perto. Uma operadora local muda a correlação de forças, abre espaço para negociações de comissionamento flexíveis e, principalmente, coloca pressão competitiva nas gigantes que operam no estado, mas sem raiz.





