Insurtech promete revolucionar vendas de planos de saúde para PMEs e cutucar o Canal de Vendas para acordar
Por Blog do Corretor | Da Redação
Corretoras de seguros, preparem-se para o tapa na cara da tecnologia. A Bliss, startup dedicada a turbinar a distribuição de planos de saúde para pequenas e médias empresas (PMEs), acaba de captar US$ 11 milhões em uma Série A coliderada pelo fundo espanhol Kfund e pela área de venture capital do Bradesco. No bolo, entraram Actyus, Clocktower Ventures, além de Canary e Speedinvest, que já haviam injetado US$ 4 milhões na rodada anterior.
A informação foi veiculada no portal Pipeline do Valor desta terça-feira (24), e assinada pelo jornalista Guilherme Guerra.
A grana, de acordo com o jornalista, chega em hora estratégica para reforçar a aposta radical da Bliss em IA generativa na originação de apólices. Hoje, o processo tradicional, cotação, comparação de produtos e emissão, engole até sete dias úteis de papelada manual, sufocando as vendas dos corretores. A plataforma da Bliss comprime isso para apenas três minutos, potencializando um quintuplicar nas conversões. Canal de Vendas, ainda imprimindo propostas em PDF? Hora de repensar o backoffice ou ficar para trás.
“Queremos botar o backoffice do mercado de seguros no piloto automático”, provoca o fundador e CEO Fernando Gonçalves, em sua estreia como empreendedor. Com pedigree afiado – ex-Bain & Company (saiu em 2018), produto no Nubank e early employee na Loft -, Gonçalves não poupa críticas ao status quo. A Bliss mergulhou de cabeça na IA a partir de 2024, triplicando o tamanho da operação e cortando 30% do próprio backoffice. Resultado? Breakeven no fim de 2025, com mais de R$ 300 milhões em prêmios anualizados. “A IA casou perfeitamente com nossa dor setorial, mas o gargalo manual sempre existiu, e ainda existe para quem resiste”, cutuca o CEO.
Com o caixa reforçado, a expansão geográfica vira prioridade máxima para 2026. Limitada hoje a São Paulo, a Bliss mira Rio de Janeiro e Brasília até dezembro, ampliando o time de 80 colaboradores com foco em tech e produto. Corretoras paulistas já sentem o impacto; as de outros estados, preparem o radar, ou arrisquem perder market share para quem abraça a automação.
No Blog do Corretor, vemos isso como um alerta vermelho. O Canal de Vendas precisa de parcerias tech para escalar volumes de saúde suplementar sem engasgar em burocracia. Quem ignora, vira relíquia.



